Que contradição!

Tema da semana: a paz. 

Das necessidades desnecessárias, a paz é a mais almejada.

Se não houvesse guerra, não haveria necessidade de paz?

Mas afinal de contas, a paz é a ausência de guerra?

O que é a paz?

Uma pomba?

Uma cor?

A ausência?

O silencio?

 

A interrogação constante do por vir?

 

Na vitrola:

Qual é a Paz?

Paz, uma situação que a humanidade persegue a séculos e poucos alcançaram, essa tal paz. O que é a paz?

Por vários anos da minha vida estive em paz, uma paz livre de preocupações e das presas do mundo, mas no meu mundo já tinha tudo o que não refletem essa cultura de paz descrita pela sociedade, nasci num mundo em conflito, meu país saindo de uma ditadura militar.

Nos dias de hoje se prega a paz de forma violenta,  a primeira vez que prestei atenção em o que era paz foi num rap que tocava no barraco do vizinho e na letra da musica o refrão dizia que ” a paz tá morta desfigurada dentro do IML, a marcha fúnebre prossegue” ( facção central) deste dia em diante procurei ouvir mais o que o rap tinha a me dizer, assim passei a assimilar uns conceitos sobre paz num mundo que vive a guerra diária, guerra pela vida, guerra pelo dinheiro, guerra por tudo, uma guerra onde o lucro escorre nas calçadas e  quanta gente prega a paz em forma de guerra.

O que ouvi e vi pelos meus poucos carnavais que vivenciei, a paz sangra nos olhos de quem produz a guerra, minha trajetória me deu óculos reais dos estragos causados no mundo e um olhar diferente pras noticia da televisão, assistir sem som, me deu outra concepção da paz, e essa é a paz “que eu não quero seguir admitindo”.

Muito se fala de paz, mas o que é a paz?

Pra mim a paz é uma situação de espírito, e um sentimento que começa dentro de cada um e reflete no mundo exterior, a paz cada um tem a sua paz, eu corro atrás da minha paz interior, por isso vivo meus sonhos e sonho cada dia um sonho novo renovando a paz que eu quero pra mim.

New dialeto, nossa americanização

Num mundo globalizado a  americanização das palavras é condicionada pelo encurtamento das distancias e rompimento das fronteiras culturais com a evolução multimídia dos meios de comunicação.

Nossas linguagens atuais tem grande influencia americana entre os jovens que tem um vocabulário regado de gírias regionais , siglas e palavras americanizadas (gringas).

Isso acontece devido á um bombardeio multimídia que temos em nossas rotinas diárias com doses silábicas de um gringolês que já está encrustado em nossas vidas a algumas gerações.

Á gerações que somos americanizados desde o hot-dog, X-burguer ao rolê de bike, dos games á internet os utilitários modernos Ipod, E-mail, notebook, Tablet, Smartphone e coisa e tal.

Do que comemos aos utilitários tecnológicos agregam palavras gringas ao vocabulário popular, sem muito esforço nos familiarizamos com a americanização nos diálogos , e essa onda teen, faz parecer mais cool e pra ficar the best vou acabar com esse enrolation.

Tá tudo americanizado um gringolês pesado que é abrasileirado de qualquer jeito pela natural criatividade que temos.

Não precisa ser um super-herói. Só precisa ser um super humano.

Tema: O que nós podemos fazer para mudar o mundo?

O que eu posso fazer para mudar o mundo? É uma boa pergunta. Uma ótima pergunta. Pergunta que me faço sempre, sempre, sempre e sempre. É uma pergunta que me assombra constantemente.

É triste demais ver o caos que está minha cidade, meu estado, meu país… Enfim, o mundo. É triste e angustiante. O que fazer, então? Como proceder? O que realmente é possível fazer para arrumar toda essa bagunça?

Eu penso, penso, penso mesmo, penso muito, mas não sei bem. Veja bem, a conclusão a que chego é que, para pensar em mudar algo externo, devemos mudar o que está dentro. Se eu penso em mudar algo exterior, preciso olhar, atentamente, para o meu interior. É de fundamental importância que eu repense meus atos, meus conceitos, meus preconceitos e faça uma filtragem do que realmente acrescenta algo de bom ao mundo e o que é urgente ser largado no passado.

Para mudar o mundo, eu, Erica Ferro, preciso ser alguém melhor para mim mesma e, consequentemente, para os meus semelhantes.

Para que eu possa fazer diferença no mundo, tenho que ser sempre incansável por conhecer a mim mesma e conhecer os que me rodeiam. Conhecer na sua forma mais ampla, adentrar os corações, querer criar laços sinceros e verdadeiros.

Para mudar o mundo, eu preciso saber o que é solidariedade na teoria, mas, sobretudo, na prática. Que eu saiba que a vida é curta e dá muitas voltas para que eu perca tempo com orgulhos vãos e egoísmos desprezíveis. Que eu tenha em mim conservada a vontade de ajudar quem precisa de ajuda, a ser o ombro amigo de quem precisa chorar suas dores e seus desgostos. Que eu divida o meu próprio pão com alguém que pena com fome. Que eu nunca me omita. Que eu esteja sempre atenta e disposta a lutar pelas causas que muitos consideram perdidas. Porque eu sou uma sonhadora, uma visionária, alguém que tem um coração imenso, que nele cabe uma coleção de sonhos lindos.

Creio que viveríamos num mundo melhor se cada um mudasse sua maneira de pensar e agir, caso esse pensar e agir fosse indigno ou ofensivo.

Creio que viveríamos num mundo melhor se cada um soubesse a teoria do respeito, mas, sobretudo, praticasse-a.

Creio, de coração, que o caos em que vivemos é fruto de um desinteresse quase geral. Uns poucos gritam em meio ao caos, contando histórias e estórias, convidando esses seres desatentos a se juntarem à revolução.

Revolte-se consigo mesmo. Mude para melhor. Lapide-se feito um diamante, para o seu próprio bem, mas também para o bem geral.

Porque, cá entre nós, tem coisa melhor do que viver em harmonia consigo mesmo e com o mundo?

Erica Ferro

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Um abraço da @ericona.

Hasta!

Mudar o mundo?

Um tema mais que instigante e que me desperta varias questões, o que é o seu mundo?

A dimensão do mundo depende do olhar que cada um tem do mundo, do que é o mundo para cada um. Pra mim o meu mundo tá no raio de alcance dos meus olhos, onde meus atos geram impactos nas pessoas e nos espaços desse micro mundo.

O que faço pra mudar meu mundo?

Mudar meu mundo, uma missão diária e cada dia uma re evolução que muda  um pouco mais a cada despertar, e  assim inicia  a minha Metamorphose constante que muitas vezes amplia geograficamente meu mundo de pedalada em pedalada, quando olho com outros olhos as belezas da minha quebrada, de ida e vindas entre um embarque na rodoviária de Santos e o desembarque no Jabaquara rumo ao extremo leste de São Paulo.

De entrar no metrô com a mesma ansiedade da primeira visita ao mundo de cores do Ateliê Azu, que me encanta pelas ruas e vielas do Santa Inês com as cores da galeria de arte a céu aberto, que me inspira um eterno passeio sem fim pelo mundo da cerâmica e mobilização social criado nas historias do Élcio Torres e do Leandro Araújo que vivem um sonho de transformação da textura espacial do seu mundo através das ações consequentes das oficinas realizadas por lá.

Como o primeiro contato com as formas e cores do Grafite do Shesko, Aru e do Kisuco nas ruas de Santos dando vida com Spray aos muros mais remotos da cidade.

O trabalho mais divertido e prazeroso em dias intensos de mão na massa de um Oásis com um MIX de chuva e um sol desértico as margens da Anchieta em 2009.

Meu mundo muda com Sarau itinerante por mundo por ai levando as palavras em verso e prosa de poesias ao RAP, fazendo meu território 13 um bom lugar onde livros e pessoas se encontram de forma harmônica e voluntaria, despertando os sentimentos puros e genuínos em cada um.

Hoje mais do que ontem, pra mudar meu mundo preciso ter mais que cuidado, ter um olhar sem os mitos sociais, um afeto histórico pelas pessoas e pelo lugar, assim percebo meu mundo coletivo e por mais que eu queira não posso mudar sozinho, o melhor pra mim nem sempre é o melhor pra todos.

Mudar o mundo é compartilhar meus sonhos num TEDx por ai e assim poder inspirar ou pirar mais alguém, e se inspirar nos sonhos de outros que consequentemente alimentam meu mundo dos sonhos  cada um do seu modo, do jeito que olham seus mundo e mudam.

Mudar o mundo é viver seus sonhos e compartilhar seus sonhos erros e acertos e meu mundo muda a cada experiência vivenciada ou estórias de vidas que conheço a cada passo, e todas essas informações juntas me deixa em constante formação e provocam grandes transformações do meu mundo.

Hoje o que faço pra mudar o meu mundo é aprender e empreender com exemplos e estórias de vida que me inspiram e mudam meu mundo todo dia.

Uma eterna segunda chance

Sabe para quem eu sempre dou mais uma chance?

Digo mais uma chance porque já dei tantas chances, que nem pode ser mais considerada como segunda chance.

A vida, sabe?

Ela merece todas as chances do mundo.

A vida.

A minha vida.

A sua vida.

A nossa vida.

Eu sempre dou uma chance a minha vida.

Uma chance de me reconciliar com o mundo.

O mundo dos sonhos.

O mundo dos afazeres.

O mundo dos saberes.

O mundo em que vivemos, eu e você.

Nós.

Desatemos os nós, para que sejamos nós,

reunidos, um ao lado do outro,

numa corrente por uma eterna segunda chance de ser feliz,

de ter um mundo melhor,

mais digno,

mais harmônico,

mais feliz.

Porque essa eterna segunda chance

sempre vale a pena,

sempre rende bons frutos.

Porque se trata de mim, de você

e de nós.

Porque se trata da vida,

da nossa vida.

E ela merece tudo,

tudo o possamos

dar de nós para fazê-la

florir.

E, assim, nós poderemos rir.

Erica Ferro

Mas, se, porém, contudo e no entanto!

Tema da semana: segunda chance.

Fiz uma pesquisa  (mania que vem surgindo ao logo da faculdade de sociologia), refleti, teorizei no travesseiro e nos últimos dias cheguei a conclusão de que segunda chance é uma hipocrisia!

Sim, somos muito hipócritas com relação as chances… Sejam elas as segundas ou a milésima!

A chance sempre vem acompanhada de:

Vou te dar uma chance mas
Se eu te der uma segunda chance você… Vou te dar uma segunda chance porém… Contudo, no entanto... E por ai vai!

Chance: ocasião favorável; oportunidade. (Aurélio)

Normalmente a segunda chance é em relação ao outro –

“eu, ser superior e dono de toda verdade, te darei a oportunidade pela segunda vez, de você, ser inferior (culpado), de se redimir”…

Na minha pesquisa sobre segunda chance, apareceu a questão do perdão! Na hora fiquei espantada e não fez muito sentido, mas como minha cabeça não para, fui construindo meu raciocínio sem conclusões, mas cheio de duvidas!

O que é o perdão, se não o ato de tirar a culpa!
Se há perdão, nao existe a necessidade das chances!?

A chance só existe em relação à alguém e/ou algo.

O perdão é individual.

Eu posso te perdoar, mesmo que você não se sinta merecedor desse perdão, não há virgulas no perdão, não há condições…

Confesso, que não sou um ser tão elevado para o perdão, continuo me dando chances diariamente!

Sou hipócrita comigo mesma?!

To confusa!!!!

Vocês me dão uma segunda chance?!

Na vitrola: