Não precisa ser um super-herói. Só precisa ser um super humano.

Tema: O que nós podemos fazer para mudar o mundo?

O que eu posso fazer para mudar o mundo? É uma boa pergunta. Uma ótima pergunta. Pergunta que me faço sempre, sempre, sempre e sempre. É uma pergunta que me assombra constantemente.

É triste demais ver o caos que está minha cidade, meu estado, meu país… Enfim, o mundo. É triste e angustiante. O que fazer, então? Como proceder? O que realmente é possível fazer para arrumar toda essa bagunça?

Eu penso, penso, penso mesmo, penso muito, mas não sei bem. Veja bem, a conclusão a que chego é que, para pensar em mudar algo externo, devemos mudar o que está dentro. Se eu penso em mudar algo exterior, preciso olhar, atentamente, para o meu interior. É de fundamental importância que eu repense meus atos, meus conceitos, meus preconceitos e faça uma filtragem do que realmente acrescenta algo de bom ao mundo e o que é urgente ser largado no passado.

Para mudar o mundo, eu, Erica Ferro, preciso ser alguém melhor para mim mesma e, consequentemente, para os meus semelhantes.

Para que eu possa fazer diferença no mundo, tenho que ser sempre incansável por conhecer a mim mesma e conhecer os que me rodeiam. Conhecer na sua forma mais ampla, adentrar os corações, querer criar laços sinceros e verdadeiros.

Para mudar o mundo, eu preciso saber o que é solidariedade na teoria, mas, sobretudo, na prática. Que eu saiba que a vida é curta e dá muitas voltas para que eu perca tempo com orgulhos vãos e egoísmos desprezíveis. Que eu tenha em mim conservada a vontade de ajudar quem precisa de ajuda, a ser o ombro amigo de quem precisa chorar suas dores e seus desgostos. Que eu divida o meu próprio pão com alguém que pena com fome. Que eu nunca me omita. Que eu esteja sempre atenta e disposta a lutar pelas causas que muitos consideram perdidas. Porque eu sou uma sonhadora, uma visionária, alguém que tem um coração imenso, que nele cabe uma coleção de sonhos lindos.

Creio que viveríamos num mundo melhor se cada um mudasse sua maneira de pensar e agir, caso esse pensar e agir fosse indigno ou ofensivo.

Creio que viveríamos num mundo melhor se cada um soubesse a teoria do respeito, mas, sobretudo, praticasse-a.

Creio, de coração, que o caos em que vivemos é fruto de um desinteresse quase geral. Uns poucos gritam em meio ao caos, contando histórias e estórias, convidando esses seres desatentos a se juntarem à revolução.

Revolte-se consigo mesmo. Mude para melhor. Lapide-se feito um diamante, para o seu próprio bem, mas também para o bem geral.

Porque, cá entre nós, tem coisa melhor do que viver em harmonia consigo mesmo e com o mundo?

Erica Ferro

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Um abraço da @ericona.

Hasta!

Uma eterna segunda chance

Sabe para quem eu sempre dou mais uma chance?

Digo mais uma chance porque já dei tantas chances, que nem pode ser mais considerada como segunda chance.

A vida, sabe?

Ela merece todas as chances do mundo.

A vida.

A minha vida.

A sua vida.

A nossa vida.

Eu sempre dou uma chance a minha vida.

Uma chance de me reconciliar com o mundo.

O mundo dos sonhos.

O mundo dos afazeres.

O mundo dos saberes.

O mundo em que vivemos, eu e você.

Nós.

Desatemos os nós, para que sejamos nós,

reunidos, um ao lado do outro,

numa corrente por uma eterna segunda chance de ser feliz,

de ter um mundo melhor,

mais digno,

mais harmônico,

mais feliz.

Porque essa eterna segunda chance

sempre vale a pena,

sempre rende bons frutos.

Porque se trata de mim, de você

e de nós.

Porque se trata da vida,

da nossa vida.

E ela merece tudo,

tudo o possamos

dar de nós para fazê-la

florir.

E, assim, nós poderemos rir.

Erica Ferro

Vamos ali viver?

A vida? Ah, a vida é muito bela, amigo! Sim, é como a música diz: é bonita, é bonita e é bonita!

É sim! Não, não faça essa cara de descrente. A vida é bonita, sim. Não diga que não.

Sim, eu sei, eu sei, a vida não é um mar de rosas. Ah, como eu sei!

Mas olha, amigo. A vida não tem nada a ver com a nossa desgraça, com as nossas tristezas, com nossos tropeços.

Por muito tempo culpei, sim, a vida por muito dos meus desencontros.

Culpei o destino.

Acho até que culpei o papa. Ah, isso não importa!

O que eu quero dizer é que a vida é bonita, amigo. A vida é vasta, ampla, tão ampla, que nós nunca vamos visualizar a sua dimensão.

A vida guarda tantos mistérios, mas tantos… Esses mistérios desafiam filósofos, cientistas, astrólogos. Esses mistérios me desafiam. E creio que desafiam a você também, certo?

As dores e os desamores por quais passamos nessa vida nada tem a ver com a vida em si, mas sim com… com… Não sei a quem culpar. Quem sabe poderíamos culpar a nós mesmos?

Sim, porque complicamos o simples, procrastinamos tarefas que nos fariam bem por pura preguiça e/ou descaso.

A verdade, amigo, é que a gente deixa a vida de lado e nos fixamos em coisas inúteis.

A vida é um sopro, disse alguém. E é mesmo. A vida passa muito rápido, quase tão rápido quanto a velocidade da luz.

E a gente precisa aproveitar isso. Aproveitar a nossa vida. Aproveitar a vida. Aproveitar pra passarmos tempo ao lado de quem nos faz bem.

Porque o momento de ser feliz e fazer esse negócio aqui na terra valer a pena é agora. Não é depois. Não é amanhã. Não é segunda-feira. Não. É agora. Já.

Sei lá… sabe o medo de viver? A gente tem que perdê-lo, porque perder é natural da vida. A gente perde muitas coisas e essas perdas não são necessariamente fracassos. Algumas derrotas nos ensinam algo, nos fazem ter uma nova visão sobre uma determinada coisa. Não sei se nada é por acaso, mas acredito que algumas coisas que a gente vive não são em vão. Foram experiências que precisávamos viver pra valorizarmos melhor a vida, o nosso tempo, a nossa família, os nossos amigos. Enfim… a gente tem que valorizar o coração que bate do lado esquerdo do nosso peito. A gente tem que viver, cara!

Eu escrevi um amontoado de clichês, mas são clichês verdadeiríssimos. Sim, apelei até pra os superlativos. Estou feito José Dias. Saudações, José Dias. Falando em José Dias, obviamente lembro de Bentinho. Quem foi que estragou Bentinho? A mãe? Ele próprio? A desconfiança desmedida o cegou? Capitu não o traiu? Escobar era um bom amigo, então?

Sei que o final da vida de Bentinho não foi glorioso, não foi feliz. Foi amarga. E, amigo, eu não quero que você tenha uma vida assim, nem um meio nem um fim amargos.

Eu quero que a sua vida seja doce, mais doce que o doce de batata doce. Quero que você agarre a vida pelo colarinho e diga: “Vida, se prepare, porque agora eu vou te usar!”. Sim, feito o Coronel Jesuíno. Okay, nem tanto, Coronel Jesuíno era um homem bruto por demais. A vida não merece porradas nem brutalidades.

A verdade é que a vida é cheia de portas, cada qual abrindo pra um mundo fantástico, mundo que espera ansiosamente por nós, pra explorá-lo, experimentá-lo, vivenciarmos na potência máxima.

Eu mesma vou parar por aqui, porque preciso ir ali viver. Vamos comigo?

Erica Ferro

@ericona

Praticar o desapego? Ai, como é difícil!

fonte da imagem

Desapegar-me dos meus livros? Nunca! Sim, porque um dos maiores apegos que tenho é por livros, e é o que me faz ser egoísta. Sim, sou egoísta, muito egoísta, uma pessoa terrivelmente malévola. Não empresto meus livros, porque, na minha cabecinha egoísta e super protetora, acho que a pessoinha pra quem eu emprestei o livro não saberá cuidar dele, que vai lascar com o meu filhinho… ops, livrinho. Então sempre desconverso quando me pedem livros emprestados. Não, eu não consigo confiar meus livros a (quase) ninguém. Apenas aos que sei que também amam livros loucamente como eu amo. Mas são pouquíssimos em que confio assim, pra emprestar os meus livros, e ainda assim, empresto com medo. É uma confiança desconfiada. Porque sempre pode dar merda. Sei lá, a pessoa pode estar lá com o meu livro, lendo tranquilamente, e vem alguém do nada com um copo de sabe-se-lá-o-quê, tropeça e o conteúdo do copo cai justamente no meu lindo livro. Sim, pode me chamar de louca, de paranoica, mas eu sempre penso em todas as possibilidades, principalmente nas piores possíveis, porque sou uma pessoa muito positiva (risos debochados). Porém, eu sei que esse meu egoísmo é horrível, porque eu poderia estar compartilhando as belas estórias que conheci através de livros com outras pessoas e elas se alegrariam tanto quanto eu em conhecê-las. Seja qual for o nosso tipo de apego, é preciso nos desapegar e passar a compartilhar o que a gente julgava somente nosso. Mas cuidado com isso! Não Saia por aí compartilhando sua namorada/esposa por aí. Tudo tem limite, né? (risos) Cada um com seu amor, porque assim a coisa fica mais linda, certo? Certo. Sério, eu preciso aprender a compartilhar meus livros, a perder o medo de que eles voltem danificados dos meus empréstimos. A vida é muito curta pra gente não compartilhar coisas boas, especialmente com pessoas que a gente gosta, com pessoas que estão a nossa volta. É essencial que tentemos conjugar o verbo viver na primeira pessoa do plural. É difícil, ainda mais com tantas mentalidades e anseios diferentes, mas não é impossível pensar no bem geral. É possível, sim, ser menos individualista, ser menos apegado às coisas materiais. Se bem que livros não são coisas materiais, não pra mim, uma bibliomaníaca, uma futura bibliotecária. Livros são verdadeiros tesouros, joias raras, que eu tanto amo ter e cuidar. Eita, já estou de novo pensando nos meus livros como apenas meus, voltando a ter pensamentos individualistas. Faço uma promessa aqui: quando me pedirem um livro emprestado, vou cogitar a possibilidade de emprestá-lo. Parte triste disso de promessas: eu nunca fui muito boa com elas.

É isso: compartilhemos coisas e sentimentos bons. Compartilhemos amor. Compartilhemos o lado bom da vida.

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Tema da semana: desapego.

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Um abraço da @ericona.

Hasta la vista!

Rapadura

Entre gritos de dor e horror, ela morreu. Morreu de tristeza, de frustração, de angústia, de agonia. De amor. Foi uma morte dolorosa e lenta. Ninguém chorou, porque todo mundo sabia que ela ressuscitaria. Ninguém chorou, porque sabia que ela é como a fênix: ressurge das cinzas. Ela é forte, tão forte, que nada a destrói definitivamente. Ela cai, mas levanta e continua andando, firmemente, com a altivez de sempre. Ela diz que a vida é dura pra quem é como pudim: mole. Ela diz que a gente precisa ter pulso firme, voz alta e clara, olhos ferozes tal os de um leão. Ela diz que a gente não deve desistir só porque disseram que era o melhor caminho. Melhor pra quem? “Só se for pra quem não tem fé e força!”, ela exclama. Ela tem uma fé enorme em si mesma. Ela tem fé num futuro brilhante e florido. Ela tem uma vivacidade de dar inveja, o que é contraditório e ilógico, já que algumas vezes ela morre, pra pouco depois ressuscitar novamente e de novo e sempre. Porque ela é tão viva, que às vezes isso acaba sendo pesado demais, e ela sente demais, sente a vida numa potência máxima, sente de um jeito que pouca gente entende e também sente. Pra ela, morrer faz parte da vida. Um morrer metafórico. Morrer metaforicamente é se deixar vencer por um soco da vida, por uma rasteira do destino. Porém, a vivacidade de alguém que tem uma força descomunal pulsando nas veias sempre fala mais alto e a ressurreição é algo mais do que natural. Algumas vezes a vida é mais violenta do que um lutador de MMA: bate tanto, que deixa a gente na lona (ou na lama), sangrando horrivelmente, bem próximo a morte. E é nesse momento que a gente precisa encontrar forças não sei de onde e se levantar, curar os machucados e seguir em frente. Porque se a vida é dura, você tem que ser uma rapadura: dura, mas doce. 

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Um abraço da @ericona.

Hasta la vista!

Escute

 

Xiiiiiiiiu!
Pare um pouco de falar, de correr pra lá e pra cá, e escute
Escute o farfalhar das folhas das árvores
Escute o lindo cantar dos pássaros
Escute a risada do bebê da vizinha
Escute o miado do seu gato
Escute a sua mãe, que só quer um pouco da sua atenção
Escute as palavras de seu pai, que só quer de te dar proteção
 
Escute-se
Escute os seus pensamentos
Escute-se e se entenda
 
Contemple um dia, assim, bem quieto
No silêncio do seu quarto
Apenas você e você mesmo
Deixe as suas ideias se 
desenrolarem, se encaixarem,
se formarem
 
Não interfira
Não agora
Apenas escute
 
Escutou?
O que ouviu?
Conte-me pra mim
Confirme-me o quão bom é
interromper o ritmo frenético da
vida com uma pausa para usufruir
dele:
o silêncio
 
Há tanta coisa dentro da caixa do silêncio
Tanta coisa pra dizer
Tanta coisa que não foi dita por falta de oportunidade
Por falta de vontade
Por falta de coragem
 
O silêncio, às vezes, é pesado
Porque segreda tantas coisas
Que chega a doer os ouvidos
A pressão nos ouvidos é
o silêncio querendo virar verbo,
palavra, fala
 
Silenciar é necessário, porque
é quando a gente organiza os pensamentos
e fale com mais propriedade, com mais
convicção
Ou não
Algumas vezes é interessante ser impulso
Dizer coisas no calor da hora
Sem se preocupar com o que vai dar
Com o impacto que a coisa dita vai
causar
 
Silêncios imensos
Falar incessante
Ambos são preocupantes
O equilíbrio faz-se necessário
Para balancear essa loucura 
chamada vida
 

Erica Ferro

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Um abraço da @ericona.

Hasta la vista!

O silêncio tem o poder – Ronaldo Pereira

O silêncio tem o poder. O silêncio é o momento onde os pensamentos evoluem, nascem os sonhos, explodem as reflexões e desperta a consciência aí é quando os olhos brilham e o corpo decola sem sair do chão. Nos levam a vários lugares e dimensões, situações soluções, necessidades e problemas , pessoas, atitudes um encontro com nós mesmos. Em silêncio em um ato supremo e de valor incalculável, um encontro romântico com seu verdadeiro eu, um momento só seu. Um encontro direto com seus medos, objetivos, frustrações e glórias, desafios, vitórias,amores e histórias, mapas, planos, esquemas e sonhos. Aí é quando descobrimos o tamanho do barulho acusado pelo silêncio, um grito do coração de sentimentos e sensações que despertam de seu silêncio.
Ronaldo Pereira