Que contradição!

Tema da semana: a paz. 

Das necessidades desnecessárias, a paz é a mais almejada.

Se não houvesse guerra, não haveria necessidade de paz?

Mas afinal de contas, a paz é a ausência de guerra?

O que é a paz?

Uma pomba?

Uma cor?

A ausência?

O silencio?

 

A interrogação constante do por vir?

 

Na vitrola:

Mas, se, porém, contudo e no entanto!

Tema da semana: segunda chance.

Fiz uma pesquisa  (mania que vem surgindo ao logo da faculdade de sociologia), refleti, teorizei no travesseiro e nos últimos dias cheguei a conclusão de que segunda chance é uma hipocrisia!

Sim, somos muito hipócritas com relação as chances… Sejam elas as segundas ou a milésima!

A chance sempre vem acompanhada de:

Vou te dar uma chance mas
Se eu te der uma segunda chance você… Vou te dar uma segunda chance porém… Contudo, no entanto... E por ai vai!

Chance: ocasião favorável; oportunidade. (Aurélio)

Normalmente a segunda chance é em relação ao outro –

“eu, ser superior e dono de toda verdade, te darei a oportunidade pela segunda vez, de você, ser inferior (culpado), de se redimir”…

Na minha pesquisa sobre segunda chance, apareceu a questão do perdão! Na hora fiquei espantada e não fez muito sentido, mas como minha cabeça não para, fui construindo meu raciocínio sem conclusões, mas cheio de duvidas!

O que é o perdão, se não o ato de tirar a culpa!
Se há perdão, nao existe a necessidade das chances!?

A chance só existe em relação à alguém e/ou algo.

O perdão é individual.

Eu posso te perdoar, mesmo que você não se sinta merecedor desse perdão, não há virgulas no perdão, não há condições…

Confesso, que não sou um ser tão elevado para o perdão, continuo me dando chances diariamente!

Sou hipócrita comigo mesma?!

To confusa!!!!

Vocês me dão uma segunda chance?!

Na vitrola:

3 R’s e outras claves

Tema da semana: Músicas que gostamos. 

Bom, se você é do tipo que lê meus textos, já deve ter reparado que todos são acompanhados de uma música, e sim, eu gosto de todas elas (menos a do lek)!

Com isso, essa publicação já poderia parar por aqui, não é mesmo?!

Mas sabe o que acontece…

Eu gosto muitoooooo de música, e por isso, as nove publicadas não seriam suficientes para expressar toda minha musicalidade, então resolvi fazer uma lista básica, com 10 músicas aleatórias da minha lista:

Novos Baianos – O petróleo é nosso

Cordel do Fogo Encantado – Pedra e bala (os sertões)

Karina Buhr – O pé

Ana Carolina – Homens e mulheres

Vinicius de Moraes e Toquinho  – Valsa para uma menininha

Los Hermanos – Ultimo romance

Cristiano Gualda cantando Noel Rosa – Dama do cabaré

Tortoise – Didjeridoo

Mallu Magalhães – Noll

Sepultura – Metamorphosis

 

Eu recomendo fortemente que você ouça todas essas músicas, e muitas outras que viram nas futuras publicações!

E se você achou um pouco eclético, acredite, poderia ter sido muito mais, mas é o que nós foi oferecido hoje pelo modo aleatório do Itunes.

 

E se você leu até aqui, deve estar se perguntando o porque dos 3 R’s do titulo… Eu com certeza estaria!

O que você precisa saber sobre meu gosto musical, é que ele possui 3 Reis!

O Rei Maior – Chico Buarque de Holanda

O Rei Nacional – Roberto Carlos

O Rei do Brega – Rey-ginaldo Rossi

E acredite, eles tem mais coisas incomuns do que você pensa!

 

Saideira:

falta de

Tema da semana: Carência.

Que tema mais difícil!

No meu trabalho, não utilizamos essa palavra nunca, e se ela aparece nós substituímos imediatamente! Afinal de contas, todos nós somos carentes de alguma coisa, não é mesmo?!

Na dança circular, sempre falamos que ninguém é tão pobre que não possa dar, e ninguém é tão rico que não possa receber! No fundo acho que é assim mesmo que tem que ser – uma troca, sempre circular!

Mas nessa loucura pensante, percebi que a pior carência que podemos ter, é a falta de nós mesmo!?

Complexo isso né?!

Quem somos, o que queremos, porque queremos… quais nossos sonhos?

Carente de mim mesmo, poderia ser o nome do meu próximo poema…

Na Vitrola:

Que saudade!

Tema da semana: A Noite. 

A noite?

Sinto falta dela…

Percebi isso a pouco tempo, na verdade.

Fui convidada pra um aniversário na Augusta, e preferi ir sozinha e encontrar com os amigos por lá.

Fiz o mesmo caminho, que me guiou durante muitos finais de semana, a poucos anos atrás!

Sozinha, como deveria ser!

Desembarquei no metrô Consolação, e comecei a descer a saudosa Augusta, que hoje abriga outros universos e verdades.

Devia ser umas 22h, e o movimento só estava começando!

Bares cheios, cinema lotado, pessoas subindo e descendo, e parando no meio do caminho pra compra, livro, CD, camiseta, pulseiras…. e tantas outras infinidade de coisas que se vendem nessas calças estreitas.

Estava tão feliz naquele momento.

Uma incrível sensação de plenitude me preenchia!

Desci cada quarteirão com um sorrido disfarçado no rosto.

Eu estava feliz de estar ali, e principalmente estar sozinha. Era mágico!

Hoje minhas noites não são.

Não sinto vontade de sair, não que eu não queira, mas um cansaço constante me consome.

Cansaço, não preguiça!

Na Vitrola:

 

Quando a gente fica muito tempo pensando sobre um tema, a gente acaba mudando de idéia. Por exemplo, para essa publicação eu havia redigido a fala de um homem, que aparece no final da música À Lina , da Trupe Chá de Boldo.

“A noite é uma pantera preta caminhando lá em cima. Meia noite exatamente.

Ponho muitas coisas de lado enquanto ando na madrugada, pintura.

Vou largando meus medos e tudo mais.

A medida que dou um novo passo,

E a paisagem, se transforma.

Na primeira encruzilhada paro!

Retiro do bolso uma caixa de fosforos e um par de velas,

Dou um gole antes de colocar a garrafa ao lado do poste,

Ascendo uma a uma as velas.

Velas vermelhas.

Um som da garganta visceral como bolha subindo.

Esse sentimento querendo estourar as paredes do corpo,

As mãos frementes vibrando por causa de correntes energéticas eróticas,

A cabeça meneando os ombros saracoteando, tudo junto

Numa sincronia estranha, que nem gato no telhado, gemendo alto.

Num jeito bixona de falar no final das palavras.

Imagens absurdas.

É tudo permitido!

O respeito se acabou, e tudo.

O suor transmitindo odores animais,

Uma bomba erradiando sua força, fazendo a pelvis se mexer freneticamente!

Devo pedir o que nao se deve?

Tudo em desperdício!

Apareça Dionisio seu filho da puta!

Apareça Dioniso paixão!

Só então tomado de assalto por suores muito loucos,

Salivação perturbadora.

Fico rubro, com o fogo no rabo.

Apareça Dioniso seu filho da puta,

Apareça Dioniso paixão!

É o que eu peço, em todas as noites de festa!”

sobre meus óculos

Tema da semana: Desapego. 

 

“Num dia triste de chuva” …

Mas antes:

Eu tenho miopia e astigmatismo, e desde os 12 anos, uso óculos! Eles são um extensão do meu corpo, não vivo sem eles!

Por volta dos meus 18 anos, ganhei do meu pai (de presente de aniversário) um óculos muitoooooo lindo e muitoooo caro!

Eis que, nessa época da minha vida, eu fazia cursinho… e “num dia triste de chuva”, eu e meus amiguinhos saímos do cursinho e fomos rumo ao ponto de ônibus, que ficava a alguns quarteirões!

Estava chovendo torrencialmente, e eu muito esperta, coloquei o óculo na gola da minha camiseta… Afinal de contas, em dias de chuva, enxergamos melhor sem eles.

Quando cheguei no ponto de ônibus  me dei conta que o óculos não estava mais pendurado na minha camiseta!!!

Fiquei desesperada, refiz o caminha e nada!

Era certo! Meu pai me mataria… e eu me odiava por ter perdido aquele óculos lindoooooooooo que tinha ganhado de aniversário a poucos dias!

Cheguei em casa chorando tanto, que até soluçava! Minha mãe ficou até preocupada achando que tinha acontecido uma tragédia.

Mas pra mim, aquilo era uma tragédia!

 

Mas o que isso tem a ver com desapego? 

Foi nesse dia que eu percebi, que independe do preço, as coisas matérias não tem valor algum quando comparado as nossas relações!

Lembro que minha mãe dizia, “não tem problema Letícia, vamos comprar outro, o que importa é que você está viva… já pensou se acontece alguma coisa com você no meio daquela chuva?”

No dia o argumento dela não fez nenhum efeito, mas hoje faz total sentido… eu poderia ter morrido e o óculos ficado… Mas os óculos sozinhos não seriam capazes de escrever essas histórias pra vocês, eles nada valeriam.

Atualmente, depois de uma longa caminhada por diversos lugares imaginários,  me vejo uma pessoa muito mais desapegada…

Se você quiser alguma coisa emprestada é só me pedir… livro, cd, dvd, roupa… qlq coisa, não to nem ai, se devolver obrigado, se não devolver, que faça bom uso!

O que importa, no fim das contas, e que pelo menos uma vez eu tive o prazer de te encontrar para te emprestar algo! E tenho certeza que desse encontro eu não vou esquecer!

 

Na Vitrola:

 

Renascimento, só se for período histórico!

Tema da semana: Renascimento.

 

o nascimento de vênus - Botticelli

Com um certo atraso, e em pleno domingo de páscoa, estou aqui para dissertar sobre o renascimento!

Mas o renascimento, no contexto cristão, não faz nenhum sentido, pra essa pessoa descrente que vós escreve!

Então o único renascimento que eu poderia fazer alguma consideração é o período que compreende o fim da Idade Média e início da Idade Moderna.

Esse periodo da renascença influenciou a economia, a sociedade, a filosofia… E as artes, das quais tenho um imenso apreço!

 

Escolhi, para representar essa publicação a obra O Nascimento de Vênus, de Botticelli.

“No quadro, a deusa clássica Vênus emerge das águas em uma concha, sendo empurrada para a margem pelos Ventos D’oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores.”

 

Considerada em sua época como uma obra pagã, O Nascimento de Vênus, quase foi parar na fogueira, assim como tantas outras obras, de arte, da literatura, da filosofia… entre outros!

Nessa viajem metal, e muito louco sobre o renascimento, me peguei pensando…

Quantas coisas belas, serão jogadas nas fogueiras criadas por nós, simplesmente pelo medo do desconhecido?!

 

Na Vitrola: